As reuniões ordinárias do grupo são abertas e qualquer cidadão pode participar e ocorrem toda 1ª terça-feira de cada mês, na ASPAM.

Não aceitaremos mais comentários anônimos


Entendemos que todo anônimo (ou FAKE) que agride é, por essência, um covarde, uma pessoa que quer atirar pedras no telhado alheio e se esconder, por isso tomamos a decisão de não mais publicar comentários anônimos.

Formamos uma comunidade, onde cada um se assume, tem nome, endereço e trabalho. Expomos nossos nomes em público, todos sabem quem somos, portanto não nos cabe permitir que anônimos venham a difamar as pessoas.

Todo comentário, contrário ou não a nossa causa, será publicado, desde que devidamente identificado

Instalamos um plugin que ao receber um novo comentário, se for anônimo ou estiver com perfil não disponível, é jogado automaticamente na lata de lixo (Spam), de modo que nem mesmo serão lidos, poupa-nos o tempo necessário a se dedicar a coisas mais úteis. Quem quiser escrever comentários, deverá se identificar.

Cremos que as pessoas de bem entenderão... as outras não nos farão falta!

Obrigado pela atenção.


Você acha que a Câmara de Vereadores está exercendo, de maneira satisfatória, o seu papel de fiscalizar o dinheiro público?

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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Corrupção na política: eleitor vítima ou cúmplice?

O IBOPE : Pesquisa polêmica acerca da opinião do eleitor brasileiro sobre corrupção e ética. 

Os resultados mostraram que 69% dos eleitores brasileiros já transgrediram alguma lei ou ou descumpriram alguma regra contratual de forma consciente e intencional para adquirir ganhos materiais, sendo que 75% afirmaram que cometeriam algum dos 13 atos de corrupção avaliados pelo estudo se tivessem oportunidade. Ainda, 99% dos entrevistados disseram que conhecem alguém que já realizou algum dos atos mencionados a seguir:

1. Quando tem oportunidade, tenta dar uma "caixinha" ou "gorjeta" para se livrar de uma multa
2. Sonega impostos
3. Recebe benefícios do governo, sabendo que não tem direito a eles
4. Adquire documentos falsos ou falsifica documentos para obter algum tipo de vantagem (exemplo: identidade, carteira de motorista, carteirinha de estudante, diploma etc)
5. Quando tem uma oportunidade, pede mais de um recibo por um mesmo procedimento médico para obter mais reembolso do plano de saúde
6. Compra produtos que copiam os originais de marcas famosas sabendo que são piratas ou falsificados
7. Quando tem uma oportunidade, faz ligação clandestina ou "gato" de TV a cabo, ou seja, aproveita a instalação do vizinho
8. Quando tem uma oportunidade, faz ligação clandestina ou "gato" de água ou luz
9. Se tem chance, pega ou consome produtos em padarias, supermercados ou outros estabelecimentos comerciais sem pagar
10. Apresenta atestados médicos falsos no trabalho ou na escola
11. Se tem seguro de carro ou de qualquer outro tipo, quando tem uma oportunidade, frauda o seguro
12. Compra algo sabendo que é roubado
13. Falsifica atestado de saúde ou apresenta atestado de saúde falsificado para conseguir aposentadoria precoce (...)O próprio povo é corrupto, oras! Quando um candidato bate à porta dele, mas não tem nada a oferecer, a não ser suas promessas, ele leva uma "portada" na cara, agora, o outro, que oferece tijolo, cimento,e usa a "máquina do Estado" (leia-se: desvio das verbas públicas) para fazer sua campanha, este sim, tem seu voto garantido. O povo gosta de showmício, de panfletos, de régua, caneta, camisa, qualquer coisa que dê para ele, tem uns que até esperam um emprego...Aí sim, eles votam, eles se subornam...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Guia do eleitor cidadão - ESCOLHENDO BONS CANDIDATOS

Diário do Jequi Senado Federal e Tribunal Superior Eleitoral

As eleições são importantes para mim e para meu município?As eleições são muito importantes, pois definem quem administrará o município, fará as leis e representará os cidadãos nos próximos quatro anos. Uma boa escolha pode resultar em uma administração honesta e competente, boas leis e desenvolvimento. Uma má escolha pode levar à decadência do município, à corrupção, a leis e serviços ruins.


Atenção: na hora de votar lembre-se que as conseqüências do seu voto vão ser sentidas por toda a população durante quatro anos, sejam elas boas ou ruins.

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Ainda vale a pena acreditar na política e nos políticos?Muita gente não acredita nos políticos e por isso vota quase por obrigação. Mas é preciso estar atento,porque sem a fiscalização e a participação do povo o caminho fica livre para os maus políticos. O desinteresse da população é o que mais facilita a corrupção. É preciso votar com consciência, sabendo exatamente quem você está ajudando a eleger para depois cobrar dos eleitos as promessas de campanha. Participe e ajude os bons representantes a trabalhar pela cidade.
 
VOTANDO COM CONSCIÊNCIA
Como escolher um bom candidato?Avalie o caráter do candidato, seu passado, a qualidade de suas propostas, sua competência e seu compromisso com a comunidade. Prefeitos e vereadores devem ser bons administradores e bons representantes, devem ouvir o povo e saber que decisões tomar para melhorar a vida de todos. Avalie se o candidato tem compromisso com o povo ou apenas com ele mesmo. Veja se as propostas são viáveis e úteis para a população e se ele é realmente um candidato sério e honesto. Se houver alguma suspeita ou denúncia contra o candidato, procure se informar e ouça o que ele tem a dizer em sua defesa antes de decidir o seu voto.
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Atenção: cuidado com alguns candidatos que passam uma falsa imagem apenas para conseguir o seu voto.

Como identificar um mau candidato?Analise a história de vida do candidato: o que ele já fez, que idéias defendeu, se está metido em encrencas ou se tem apenas uma boa conversa. Desconfie do candidato que não apresente projetos viáveis e úteis para a comunidade e o município. Cuidado também com o candidato que promete maravilhas, pressiona os eleitores e critica os adversários, sem dizer como vai trabalhar para realizar suas promessas.
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Atenção: lembre-se que honestidade não é proposta de governo – é o mínimo que se espera e que devemos cobrar de qualquer um, seja político ou não.

Como posso ajudar meu município a eleger bons candidatos?Informe-se, pense bem antes de votar e vote com consciência. Além disso, você pode conversar com parentes e amigos para trocar opiniões sobre propostas, partidos e candidatos. Assim, você participa mais ativamente da democracia e obtém mais informações. O cidadão consciente e bem-informado é um eleitor mais seguro e pode influenciar positivamente as pessoas à sua volta.
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Atenção: um eleitor consciente e atuante que sabe o valor do seu voto vale por muitos eleitores desinformados, enganados ou que venderam seu próprio voto.

Por que se deve votar?O voto de todo cidadão tem o mesmo peso e nos dá a oportunidade de eleger bons representantes e evitar a eleição de maus políticos. Além disso, o voto é obrigatório e quem não vota está sujeito a pagar multa se não apresentar justificativa perante o juiz eleitoral. Se você não votar, estará abrindo mão do direito de escolher os seus governantes e estará deixando que os outros façam isso em seu lugar. Alguém pode descobrir em quem votei? Não, alguém só ficará sabendo do seu voto se você contar! A urna eletrônica é totalmente sigilosa e não deixa nenhum rastro que possa ligar o voto ao eleitor. O voto é absolutamente secreto e só depende da consciência do eleitor.
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Atenção: mesmo que algum candidato desonesto tente pressionar ou intimidar você, vote tranqüilo e com a sua consciência porque ninguém saberá em quem você votou.

Vale a pena trocar meu voto por dinheiro ou por favores do candidato?Claro que não! Além de estar cometendo um crime muito grave, quem vende o voto por dinheiro ou em troca de algum favor pode até receber um benefício na hora, mas vai pagar muito caro quando o candidato estiver no poder. Vender o voto é ter a certeza de eleger um corrupto. O político que compra votos não é confiável e certamente tentará desviar recursos públicos – o seu dinheiro – para recuperar o que gastou nas eleições.
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Atenção: quem já "pagou pelos votos que recebeu", além de ser corrupto, não se sentirá responsável por trabalhar por você nem por sua comunidade, pois considera que já comprou a consciência e o silêncio dos eleitores.


ESCOLHENDO BONS CANDIDATOS

domingo, 22 de abril de 2012

2012 – Ano Eleitoral / Vender o Voto ou Votar Consciente?

Mais uma vez estamos às vésperas de uma campanha eleitoral, onde iremos escolher nossos prefeitos e vereadores por mais 4 (quatro) anos de mandato. Nos bastidores dos partidos já há uma grande movimentação no sentido de fazer alianças e acordos políticos, para assim fortalecerem seus candidatos e aumentarem as chances de serem eleitos. Como não poderia ser diferente, podemos já perceber uma movimentação também no sentido de captar recursos financeiros para a campanha, pois não sai muito barato ser eleito!

Criamos uma cultura de trocas de favores, mesmo que a lei o proíbe, onde candidatos e eleitores travam uma grande batalha, uns para conseguirem os votos necessários para ser eleito, outros para conseguir “tirar” o que puder dos candidatos. Esta batalha, chega ser cômico se não fosse trágico, o político espera ansioso para iniciar a campanha e ir atrás dos votos, o eleitor espera com ansiedade o inicio da campanha para ver o quanto irá conseguir de combustível, quantas contas de água, luz, telefone, IPTU ou outros impostos irão conseguir pagar com a “coleta” feita com os candidatos.
Aí fica um grande questionamento: é o político que compra o voto? Ou é o eleitor que o vende? Nesta batalha não há vencedor, todos perdem, inclusive a democracia!
A lei eleitoral é muito clara:
Artigo 41-A da Lei 9.504/07– A compra de votos se caracteriza quando desde o registro de sua candidatura até o dia da eleição, para tentar garantir o voto do eleitor, o candidato oferece em troca dinheiro ou qualquer “bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública”.
Enquanto nós população não nos conscientizarmos da importância do voto sempre será assim! Um compra e o outro vende! E com isso vai se mantendo no poder os grandes “medalhões” da nossa política! Votar é dar um “cheque” em branco para alguém, em seu nome, administrar, ou fiscalizar todos os nossos recursos. Votar não é favor! É obrigação! Temos a obrigação de querer uma cidade mais justa, onde realmente haja aplicação correta dos impostos que nós pagamos e que seja para todos e não somente para uns poucos privilegiados.

É hora de pensarmos em mudar esta historia vergonhosa de nossa democracia! Vamos juntos nos empenhar na difícil missão de escolher nossos representantes legais. Vamos optar por candidatos que tenha compromisso com nossa cidade, que não precise usar de artifícios ilícitos para conseguir votos.

Voto não se compra e nem se vende! Se conquista com trabalhos prestados a comunidade. E se “doa” com responsabilidade pensando no bem comum e não somente no individualismo querendo resolver “o meu problema” imediato!

Pense nisso!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Corregedor do TCE-BA diz que deputados não prestam contas

Corregedor diz que o direito de defesa do gestor às vezes atrasa processo.
Contas da Assembleia Legislativa não são julgadas há 5 anos pelo órgão.




O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Manoel Castro, que também é corregedor do órgão, afirmou nesta quarta-feira (18) que os deputados baianos não fornecem as informações pedidas pelo Tribunal no processo de prestação de contas. Por isso, justifica, o orçamento da Assembleia Legislativa não ter sido julgado há cinco anos, desde 2007.
"O processo jurídico relacionado ao acompanhamento do controle permite posições para assegurar o direito de defesa, que, muitas vezes, são interpretados como protelatórios. Mas que nós temos que cumprir. Eu não posso concluir o relatório, tomar uma decisão, sem que o gestor se justifique", argumenta. O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo, disse que a Casa encaminha todas as informações solicitadas pelo TCE.

Entenda o caso
Os conselheiros do Tribunal de Contas da Bahia (TCE), responsáveis por analisar e julgar o orçamento dos órgãos públicos do estado, têm até um ano depois do fim de cada exercício para apresentar o relatório. A regra está inserida na Lei Orgânica do TCA, datada de 1991. No entanto, atualmente acumulam-se gastos de mais de R$ 300 milhões anuais sem controle externo. O valor do orçamento da Assembleia Legislativa previsto para 2012 é de R$ 351 milhões.


Cada deputado tem à disposição a verba de gabinete, ao custo público de R$ 60 mil por mês, destinado para a contratação de funcionários. Essa verba foi alvo de uma denúncia contra o deputado Roberto Carlos, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal no mês de abril deste ano, suspeito de contratar oito funcionários fantasmas para o gabinete. O deputado não prestou depoimento sobre o caso e evita falar sobre o assunto.

Segundo o presidente da AL, deputado Marcelo Nilo, verbas de gabinete são de responsabilidade de cada deputado, mas o orçamento total da Casa deveria ter sido analisado e julgado pelo TCE. "É responsabilidade do Tribunal de Contas do Estado. Eles têm acesso a todas as áreas e, a partir desse acesso, dessas informações, desses documentos, eles fazem o relatório", afirmou.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Zilton Rocha, afirma que há cinco anos as contas não são julgadas. Ele disse que a responsalbilidade é de cada relator. "Cada ano que foi prestado conta aqui [no TCE] foi sorteado um relator e as contas estão na mão do relator. Só o relator pode dizer em que estágio se encontra, nesse instante, os processos de prestação de contas... Não existe a possibilidade de se falar em poder de impor", disse.

 http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/04/corregedor-do-tce-ba-diz-que-deputados-nao-prestam-contas.html

terça-feira, 17 de abril de 2012

O PAPEL DO VEREADOR

Você sabe qual é o papel do vereador? Qual é a (verdadeira) função do vereador???
Veja alguns trechos da Cartilha:

O vereador e a fiscalização dos recursos públicos municipais.



"A Câmara exerce uma função judiciária, porque cabe a ela processar e julgar o Prefeito por crime de responsabilidade, além de julgar os próprios Vereadores, inclusive o Presidente da Câmara, em caso de irregularidades, desvios éticos ou falta de decoro parlamentar.

O campo de atuação dos vereadores na fiscalização dos recursos públicos pode contemplar uma série de atividades e áreas distintas. Em função disso, buscou-se,   de  forma   didática, efetuar  uma   divisão  das diversas áreas da gestão dos recursos públicos, enumerando-se, a título de exemplo,  os  diversos  pontos  que  podem  ser  examinados  pelo  Poder Legislativo municipal, conforme esquematizado na figura a seguir.

 

 
Impõe-se salientar que, embora em algumas situações possa se demonstrar  necessário  ter  conhecimentos  técnicos  sobre  determinados assuntos, há diversos pontos cujo controle é bem menos complexo e que, por conseguinte, pode facilmente ser realizado, a exemplo da verificação entre a compatibilidade dos inventários da prefeitura e a existência física de

um bem ou a adequação dos controles do uso dos veículos oficiais.

Algumas atribuições dos vereadores:

·         Verificar a existência de duplicidade no registro cadastral do pessoal ativo/inativo.

·         Verificar se os salários estão corretos e se não há pagamento de vantagens/benefícios indevidos ou incompatíveis.

·         Controlar a ocorrência de servidores inexistentes (fantasmas).

·         Verificar se as obras ou serviços estão realmente sendo executados pelos fornecedores que venceram as licitações.

·         Verificar se os bens adquiridos foram entregues conforme previsto.

·         Verificar se as obras foram executadas de acordo com o projeto básico." 

 

ACOMPANHE AS AÇÕES DOS VEREADORES DO SEU MUNICÍPIO.

É COMUM, EM TEMPO DE ELEIÇÃO OS VEREADORES FAZEREM ACUSAÇÕES AOS SEUS PARES OU AO PREFEITO...
MAS SE UM VEREADOR PERCEBE UM ERRO E NAO FAZ NADA, É TÃO CULPADO QUANTO QUEM ERROU!

ANTES DE REELEGER UM VEREADOR... PENSE NISSO!

http://www.cgu.gov.br/publicacoes/CartilhaVereadores/index.asp
 

O que: o Ministério Público Federal (MPF) realizará consulta pública para ouvir cidadãos e representantes da sociedade civil, de entidades públicas e privadas ou de organizações não-governamentais sobre temas importantes nos quais o MPF deve atuar.

Qualquer pessoa pode encaminhar propostas de melhoria para o trabalho ou perguntas que gostaria que fossem respondidas durante a consulta pública. Entre os temas, estão cidadania, acompanhamento de políticas públicas, cumprimento das leis, combate à corrupção e ao crime organizado, direitos do consumidor e ordem econômica, proteção ao meio ambiente, defesa dos patrimônios cultural, público e social, e garantia dos direitos das populações indígenas, de comunidades tradicionais e de outras minorias.

Procuradores da República irão colher sugestões e responder dúvidas da sociedade.

Quando e onde: nos dias 20, 23 e 24 de abril, em 21 capitais do país (confira data e horário do seu Estado)

Como participar: clique aqui, preencha o formulário e se inscreva

Materiais de divulgação
Release: inscrições
Vídeo institucional: Conheça o MPF (8min12seg, versão .flv)
http://www.pgr.mpf.gov.br/consulta-publica

Como fiscalizar um prefeito em ano eleitoral?


Em ano eleitoral é comum, infelizmente, alguns prefeito(a)s utilizarem a máquina administrativa em favor de si próprio, ou de seus candidatos, para obterem alguma vantagem na eleição.

E, também, é mais comum ainda o cidadão desconhecer, de fato, o que o Prefeito não pode fazer com a máquina pública em ano eleitoral.

Assim, informamos quais condutas não são permitidas:

a) É vedado o uso de bens móveis e imóveis da administração pública municipal, no caso, em benefício de qualquer candidato, partido político ou coligação, conforme determinação do Art. 73, I.

b) A utilização de materiais e serviços públicos em campanha, Art. 73, II.

c) O Art. 73, III determina que durante o horário de expediente normal é vedada a cessão de servidor público ou empregado da administração direta ou indireta do Poder Executivo, ou usar de seus serviços em favor de comitês de campanha eleitoral, partido político ou coligação.

d) É vedado fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pela Prefeitura (Art. 73, IV).

Cidadão, a informação é a sua arma,  e se você tiver conhecimento de alguma dessas condutas do  Prefeito do seu município denuncie ao Promotor de Justiça da Comarca e ao Juiz. Faça a sua parte, garanta que a vontade do povo realmente prevaleça.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Convocação geral contra a corrupção eleitoral – José Avelange

...aquela história do “não vai dar em nada” está começando a mudar.

Não é difícil notar que a negociação de votos e apoios políticos já começou, em nossa região, e o que mais preocupa é que pais e mães de família, até mesmo os jovens, estão vendendo e trocando suas consciências por vantagens pessoais. Não querem entender o prejuízo que isso causa à coletividade e mesmo quando entendem, preferem o benefício particular, imediato.
Os maus políticos sabem bem disso e contam com essa deficiência do povo para se dar bem nas urnas. Muitos daqueles que detêm a máquina pública, principalmente, são os que primeiro dão a largada, e a essa altura já estão oferecendo vantagens bem disfarçadas de assistência social – uma assistência que é, na verdade, compra de votos dissimulada, duas vezes errada, a primeira, porque voto não se compra, e a segunda, porque dinheiro público não devia se prestar a este objetivo pequeno de poder pelo poder.
Podemos nos perguntar o que fazer, diante desse quadro desolador. Embora muita gente acredite que a situação “não tem jeito”, vou propor aqui a ampla divulgação do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que possui um comitê nacional em Brasília, formado por 50 entidades, e centenas de comitês estaduais e locais, espalhados por todo o país. A propósito, em sua cidade ou em sua comunidade existe um comitê desses?
É importante a criação dos comitês locais, porque mesmo se as pessoas não se dispuserem a denunciar, e se ninguém for diretamente responsabilizado por compra e venda de votos, pelo menos haverá intimidação. Os maus candidatos e os maus eleitores compreenderão que existe vigilância, conscientização, e ficarão com receio de ir muito longe em suas truculências.
Para aqueles que acreditam que nada disso funciona é interessante falar das estatísticas referentes à cassação de gestores públicos, desde o ano 2000, quando entrou em vigor a lei 9840, de iniciativa popular, que agilizou a atuação da Justiça Eleitoral. Desde então, 623 políticos já foram cassados no Brasil, com base na nova lei. Somente na Bahia, foram 54 cassações.
A maioria dos que perderam o mandato é formada por prefeitos e vice-prefeitos (508), seguidos de 84 vereadores, e até dois governadores e seus vices, em Roraima e na Paraíba, sofreram também a perda dos cargos, por compra de votos ou atitudes afins.
Sabendo agora que isso é possível, precisamos nos mobilizar. Montar um Comitê Local de Combate à Corrupção Eleitoral é muito simples, não há burocracia nenhuma e o Comitê Nacional oferece total suporte, incluindo materiais gráficos excelentes para a fiscalização e instrução aos eleitores. Acessando o site www.mcce.org.br, qualquer pessoa interessada obterá informações completas sobre o movimento e um passo-a-passo detalhado para iniciar o trabalho em sua comunidade.
Não são muitas as pessoas que compreendem a importância desse trabalho, mas para se ter uma ideia, a Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores é uma das entidades que dão sustentação ao movimento, de forma que aquela história do “não vai dar em nada” está começando a mudar. Por isso, é importante que se faça uma convocação geral à sociedade civil, nesta região, no sentido de criar comitês locais capazes de espantar candidatos oportunistas e, quem sabe até, impugnar candidaturas ou cassar mandatos conquistados de forma pouco legítima.
Por: José Avelange
http://www.calilanoticias.com/2011/09/convocacao-geral-contra-a-corrupcao-eleitoral-jose-avelange.html

domingo, 28 de agosto de 2011

O Brasil dos 37 ministérios

Como todo mundo já percebeu, os escândalos nos ministérios ainda não têm data marcada para acabar. Depois do ministério dos Transportes, da Agricultura e da Casa Civil, a vez agora é do Turismo e das Cidades. Depois, quem sabe?

O fato é que temos hoje no Brasil, nada menos que 37 ministérios de governo. É muita coisa. É claro que uma quantidade dessas está longe de ser eficiente para a administração do país. Parece mais um subterfúgio para negociatas partidárias com aliados, apadrinhados e outros cabides políticos para inchar o orçamento do Estado, se intrometer nos mercados e na livre iniciativa dos cidadãos.

Como resultado, temos ministérios completamente sem sentido, que na verdade deveriam ser Secretarias dentro de outros órgãos do governo ou mesmo agências reguladoras. Só para citar alguns casos, temos um ministério da Pesca, um ministério das Cidades e um ministério da Integração Nacional. Isso sem falar das nove secretarias especiais, que também têm status de ministério, como a secretaria de Políticas da Mulher, a secretaria de Aviação Civil ou a secretaria de Assuntos Estratégicos, que ninguém sabe direito o que faz.

Nós aqui na Voz do Cidadão fizemos uma pesquisa sobre a quantidade de ministérios de cada governo nas últimas décadas, e o resultado é que vemos uma nítida escalada por mais e mais ministros. Confira abaixo:

Número de Ministérios de Governo

- Getulio Vargas - 13
- Juscelino Kubitschek - 13
- Ernesto Geisel - 20
- João Figueiredo - 16
- Sarney - 25
- Collor - 17
- Itamar Franco - 19
- Fhc - 24 / 26
- Lula - 24 /24
- Dilma Rousseff - 25 + 9 secretarias com status de ministério

http://www.avozdocidadao.com.br/detailAgendaCidadania.asp?ID=2929

Artigo de Malu Fontes: Bangbang, Cinismo e Mortes

Enquanto grupos políticos, em Brasília, cada vez mais se assemelham aquadrilhas brigando de foice por e para tirar cada moeda possível dos cofrespúblicos, ao ponto de um ministro de Estado, numa espécie de chantagem nadavelada para bom entendedor, insinuar que se uns continuarem denunciando osoutros vai haver derramamento de sangue entre irmãos e todos morrerão, no chão do país de verdade quem está morrendo mesmo é a população desprovida de saúde.Nos últimos dias, um exemplo nacional e outro local exibidos pela televisãoestamparam o quanto o mar de corrupção e as intrigas políticas geradas em tornodele se traduz no dia a dia na ausência do estado na vida de quem precisa ou naprestação de serviços inclassificáveis de tão desumanos.
Em agosto, os telespectadores baianos foram assombrados por imagens deum exército de mais de 2.000 pessoas doentes derretendo de calor, cansaço esofrimento físico em frente ao Hospital Ana Nery, indicado pelo poder públicocomo o hospital de referência em cardiopatia. Embora nada justifique a presençade dois milhares de pessoas implorando por atendimento médico desde a madrugadaaté o meio da tarde para pegar esse perverso direito de voltar para casa comesperança de ser atendido um dia, ou seja, o direito à tal da senha para obteruma ficha, os responsáveis pela unidade vieram para a frente das câmerasexplicar que havia ocorrido tão somente um erro no sistema de agendamento. Paraquem via as imagens e o desespero das pessoas no local era impossível aceitar atese de que tudo poderia ser reduzido a um erro de sistema.
VALE-FUNERAL – Umoutro argumento sempre usado pelo ajuntamento desumano de gente doente em portade hospital é o de que as pessoas, se doentes e sem possibilidades deatendimento, jamais devem vir para a capital em busca de atendimento. Odiscurso é belo e aparentemente funcional: devem procurar as prefeituraslocais, cadastrar-se e esperar que estas providenciem o agendamento doatendimento em Salvador, via centrais de regulação. Quem acreditar naeficiência desse sistema ganha um doce e quiçá um vale-funeral. O povo, que demuito bobo só tem a aparência, sabe que a política pública da regulação doatendimento entre prefeituras e sistema único de saúde na capital pode serperfeitamente traduzível, com raríssimas exceções, por uma sentença do tipo: esperem,em seu município, passivamente, a morte chegar. Não venha tumultuar as portasdos hospitais com sua pressa por atendimento, pois não há vagas, não há leitosdisponíveis. Essa é a tradução da regulação.
Um dia antes de um ministro, Mário Negromonte, do PP, baiano, inclusive,quando submetido a denúncias de ter criado um mensalinho para remunerar o apoiodos colegas de bancada mais pragmáticos, dizer, em tom de ameaça, que “em brigade família, irmão mata irmão, e morre todo mundo. Por isso eu disse que issovai virar sangue”, quem praticamente morria em uma maternidade de referência,em Belém, que lhe batera a porta na cara, era uma mulher em trabalho de partode gêmeos. Os bebês nasceram mortos e, independentemente de a causa mortis tersido a negligência, é impossível compreender que uma mulher em sofrimento departo tenha duas portas na cara em duas maternidades diferentes e acabe parindobebês mortos em uma viatura do Corpo de Bombeiros.
DONO DECAPITANIA – Bastou o Jornal Nacional ir à maternidade para o discurso surreal desempre recomeçar. Não se sabe de quem é a culpa, os médicos que estão na pontade um sistema perverso não podem se tornar bode expiatórios, as maternidades jáestavam superlotadas e a culpa é do sistema como um todo. Sim, a culpa é dosistema, mas não apenas o de saúde, mas o político, ético e moral do país. Oimpostômetro instalado em São Paulo corre voraz todos os dias anunciandoquantos milhões, bilhões, os brasileiros deixam nos cofres públicos a cada balaque compram e a cada salário que recebem. O sistema que faz faltar dinheiropara maternidades ampliarem vagas, instalar leitos, contratar médicos ou para aconstrução de novos hospitais é o mesmo que sempre dá um jeito de reservar umdinheirão para mensalinhos e para o combustível dos helicópteros da PolíciaMilitar do Maranhão que conduzem o mais prestigiado dono de capitaniahereditária do Brasil, José Sarney, em sobrevoos para ver as belezas de suailha de estimação no estado. E ele sente-se tão à vontade com isso que sepermite brincar a respeito publicamente.
No mesmo dia em que a realidade da maternidade em Belém onde houve anegação de atendimento à mãe dos gêmeos mortos no parto mudou completamente,por conta da presença das câmeras do Jornal Nacional, nobres senadores, quemsabe estimulados pelo clima Negromonte de insinuar morte de irmão e sangue,trocaram acusações no plenário e por conta não encenaram um bang bang desopapos. Os afagos morais oscilavam em torno de termos como safado, débil mental,louco e moleque. Em Belém, o representante dos médicos dizia que estes nãopodem ser o bode expiatório da crise na saúde. Autoridades do sistema de saúdee jurídico diziam ter havido falta de solidariedade no caso da grávida. Todostêm razão sob seu ponto de vista, enquanto o mais elementar fica desfocado: oshomens públicos que deveriam empreender todos os esforços para reduzir osofrimento humano no país, estão mesmo é exercendo o cinismo, as ameaças, aschantagens à companheirada e interessados tão somente na briga por poder,cargos e desvios de dinheiro. Pacientes em desespero e médicos incapazes de darconta da demanda que se entendam e se acusem entre si por negligências e mortes.Esse é o recado que boa parte de ministros, deputados e senadores mandam deBrasília. Justo Veríssimo é a tendência no Planalto Central.
Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora daFacom-UFBA. Texto publicado originalmente em 28 de agosto de 2011, no jornal ATarde, Salvador/BA. 

http://www.comunicacaoepolitica.com.br/blog/2011/08/artigo-de-malu-fontes-bangbang-cinismo-e-mortes/

Seria cômico... se não fosse trágico!

http://blogdozeca100.blogspot.com/2011/08/corrupcao-de-sarney-lula.html

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Portal UOL mostra quem são os campeões de gastos na Câmara dos Deputados

O portal UOL acaba de divulgar uma pesquisa muito interessante sobre como os deputados federais estão gastando a sua cota parlamentar. A cota parlamentar é a verba que cada deputado tem direito para manter o dia a dia do seu mandato. Dentre outras coisas, a cota serve para custear despesas de passagens aéreas para a região eleitoral que o político representa. Mas serve também para pagar o combustível utilizado em Brasília, manutenção de escritórios de apoio, telefonia, serviços postais, hospedagem e muito mais. Na verdade, uma festa com o dinheiro público.

Pois nesta apresentação, ficamos sabendo que o campeão de gastos é o deputado Cleber Verde, do Maranhão, que até o início deste mês já gastou mais de 160 mil reais da cota parlamentar. O vice-campeão é o deputado Pinto Itamaraty, também do Maranhão, com 155 mil gastos, seguido de perto por Evandro Milhomem, com 152 mil reais.

No total, os deputados já gastaram no ano mais 48 milhões de reais somente em cota parlamentar, fora os vencimentos normais e outros benefícios.

Clique aqui para acessar a pesquisa e descubra o que o deputado eleito por você anda fazendo com o seu suado dinheiro >>

http://www.avozdocidadao.com.br/detailAgendaCidadania.asp?ID=2864

Cabe à sociedade civil fiscalizar e cobrar dos políticos



Clique aqui para conhecer mais sobre o trabalho do chargista Duke >> 


http://www.avozdocidadao.com.br/detailAgendaCidadania.asp?ID=2859

segunda-feira, 4 de julho de 2011

VOTE PELO VOTO DISTRITAL

Para quem ainda não conhece o site VOTENAWEB, esta é uma ótima oportunidade. Ele é uma iniciativa da Webcitizen (criadora também do EuLembro) que visa aproximar as pessoas da política.


A ideia é simples: eles colocam no site as propostas de lei que ocorrem no congresso e permitem que você, usuário, vote a favor ou contra elas. Desta forma, podemos visualizar um mapa do Brasil com as preferências dos eleitores. Existem ainda outros recursos que são bem interessantes, como ver a sua afinidade com políticos, partidos entre outras coisas.


Existem algumas propostas com voto distrital que estão em pauta no congresso, como por exemplo, a do senador Aloysio Nunes. Ela não é exatamente igual à que o movimento propõem, mas já é um sinal de mudança. Esta proposta foi publicada pelo VOTENAWEB e você pode votar no site deles. Não se esqueça também de assinar a nossa petição.


Projeto do Senador Aloysio Nunes: Determinará que as eleições para as Câmaras Municipais em municípios com mais de 200 mil habitantes, serão feitas pelo sistema majoritário, proporcionando aos eleitores a experiência de viverem um sistema eleitoral diverso, para que no futuro ele possa ser adotado em outras eleições legislativas.

Clique AQUI e dê o seu voto!
http://www.euvotodistrital.org.br/category/mobilizacao/page/3/

Um sonho coletivo


Abaixo, algumas frases sonhadoras:

“Acabar com essa história de governantes só poderem ser cassados mediante licença do Parlamento.”

“Sonho com um país com menos corrupção.”

“…o eleitor ter o poder de exigir a perda do mandato do político que for suspeito de cometer atos ilícitos, assim como é feito em paises desenvolvidos e com democracia plena.”

“Meu sonho é um Congresso Independente para se fazer uma reforma POLÍTICA, JURÍDICA e TRIBUTÁRIA…”

” Que todos os políticos corruptos fossem para a cadeia…”

http://www.euvotodistrital.org.br/mobilizacao/nosso-sonho-coletivo/

Mais políticos ou melhor política?

Postagem publicada no Blog do Tas:



A cidade de Jaraguá do Sul reagiu com indignação à proposta da Câmara Municipal de aumentar o número de vagas de vereador. O projeto de passar de 11 para 19 cargos no legislativo local foi encaminhado pelo ilustríssimo presidente da Câmara, vereador Jaime Negherbon, do PMDB. Olha… tô para ver outro partido mais faminto por carguinhos que esse aí, sô!

É bom lembrar que essa possibilidade de aumentar as vagas na Câmara é amparada pela Constituição Federal, que como sabemos, é manejada por gente que também adora cargos e mais cargos. Tudo isso tem um preço, evidentemente. Quem paga somos nós.

Você acha que precisamos de mais políticos ou melhor política? Conhece alguma outra forma de se manifestar contra a tendência de ficar tudo como está? Conhece algum protesto criativo e eficiente como esse do pessoal de Jaraguá do Sul?

Recentemente, conheci algo que pode, se não mudar radicalmente, pelo menos apontar uma nova direção na relação entre os políticos e seus eleitores: o Voto Distrital. Sugiro você ler e conhecer melhor sobre essa idéia que não é de nenhum partido ou tendência política. Existe uma possibilidade do Voto Distrital ser aprovado, em carater Beta, para ser testado, nas próximas eleições municipais de 2012. Penso que vale a pena tentar.

Voto Distrital: conheça e espalhe a idéia.


http://blogdotas.terra.com.br/2011/07/01/mais-politicos-ou-melhor-politica/

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Como se vence uma eleição para prefeito?

Para se vencer uma eleição para prefeito não precisa ter carisma, morar no município (como pensam alguns) ou mesmo conhecer a comunidade.

Basta apenas ter dinheiro no bolso e na conta bancária. Ficaram surpresos? Pois este é o ensinamento que as últimas eleições municipais deixaram no Maranhão.

No caso de uma eleição de prefeito, basta fazermos uma conta bem simples. Vamos multiplicar a quantidade de eleitores por 100. Ou seja, cada voto poderá ser comprado por R$ 100,00. Não precisa nem fazer campanha.

Desse modo, uma eleição em um município de 15 mil eleitores custaria a bagatela de, no mínimo, R$ 1,5 milhões. É óbvio que esse dinheiro não sairia do próprio bolso de nenhum candidato. Ele será conseguido junto a agiotas.

Detalhe, se um agiota emprestar R$ 1,5 milhões ele deverá receber cinco vezes este valor, ou seja, R$ 7,5 milhões. E caso quem tomou o empréstimo não faça o pagamento, corre um sério risco de ter a sua integridade física, ou de sua família, afetada. Basta nós vermos a quantidade de prefeitos que foram brutalmente assassinados nos últimos anos no Maranhão.

Entenderam agora por que os municípios ficam totalmente paralizados durante os 4 anos da administração municipal. Por conta de pagamentos de dívidas de campanha com os agiotas. É o que os prefeitos chamam costumeiramente de "arrumar a casa".

Além dos agiotas, uma outra forma é a manipulação de recursos federais ou estaduais. Basta, por exemplo, colocar o Projovem para ser administrado por uma ONG picareta, destas que existem aos milhares no País, e dizer à população que aquele programa foi determinado candidato que "conseguiu".

A moda hoje, é a manipulação utilizando-se casas populares ou de assentamentos rurais. O INCRA não fiscaliza absolutamente nada e as associações, sindicatos e, até, prefeituras, deitam e rolam.

Uma lástima para um país que quer ser sério!

http://blogdocontrolesocial.blogspot.com/2011/04/como-se-vence-uma-eleicao-para-prefeito.html

sábado, 11 de junho de 2011

Saiba o que é um "laranja"

A última operação especial realizada, em Barra do Corda (MA), pela CGU e pela Polícia Federal chamou a atenção de todos em um aspecto. Apenas duas pessoas chegaram a desviar R$ 50 milhões dos cofres do município. Foram desviados recursos das áreas de Saúde, Educação, Assistência Social e Convênios.

Nesta mesma operação, foram apreendidos um avião bimotor, um helicóptero, carrões importados, e jóias de luxo como relógios Rolex, Bulgari e Ferrari. Esta quadrilha que, possivelmente, era chefiada pela família do prefeito, esbanjava riqueza à luz do dia.

E o mais curioso desta história toda, é que o 'dono' do helicóptero era tão pobre, que não tinha nem uma bicicleta para andar. Todos nós estamos carecas de saber que ele não passa de um 'laranja'.

Ou seja, é uma pessoa do povo que as quadrilhas utilizam para colocar os bens adquiridos em nome dela. Os noticiários demonstram que os recursos mais desviados pelos prefeitos e secretários são das áreas de:
a)Educação, que deveria pagar salários dignos aos professores;
b)Saúde, que deveriam manter os hospitais funcionando com médicos, medicamentos e , até, ambulância;
c)Convênios para a realização de estradas, conjuntos habitacionais e sistemas de abastecimento de água.

A lógica é a seguinte, quando estes gestores corruptos (prefeitos e secretários) desviam o dinheiro público, não podem aparecer com bens como casas, terrenos, sítios, fazendas ou carrões. Compram tudo e colocam em nome de outras pessoas.

Assim, quando vão fazer a declaração de Imposto de Renda, ou mesmo prestar informações à Justiça Eleitoral para se candidatar, não tem nada em seu nome. Nem um penico para usar na madrugada.

Assim, os prefeitos e secretários posam de 'pobre' e boa parte da população cai nesse velho golpe.
Quem não conhece alguém que tem apenas um 'empreguinho', mas tem uma excelente casa, sítio e carrão?

http://blogdocontrolesocial.blogspot.com/2011/04/saiba-o-que-e-um-laranja.html

Para refletir sobre a política... qualquer semelhança não é mera coincidência!

por Bloquista

A fábula Mouseland (em português: "Ratolândia") foi inicialmente contada por Clarence Gillis e mais tarde popularizada em discurso por Tommy Douglas, político canadiano.

A fábula expressava a visão de que o sistema político canadiano estava viciado, pois oferecia aos eleitores um falso dilema: a escolha de dois partidos, dos quais nenhum representava os interesses do povo.

Na fábula, os ratos (o povo canadiano) votavam nos gatos negros (Partido Progressivo Conservador) e depois de algum tempo descobriam o quão difícil suas vidas eram. Depois votavam nos gatos brancos (Partido Liberal) e assim ficavam alternando entre os dois partidos.

Um dos ratos tem então a ideia de que os ratos deveriam formar seu próprio governo...
http://frederico2010.blogspot.com/2011/06/para-refletir-sobre-politica-qualquer.html